Tullu Motion Journal
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Edição atual: Fev 2026 • Mensal
TULLU JOURNAL • FEVEREIRO 2026

Agentes entram no modo enterprise —
e o risco vira “trabalho infinito”

Fontes desta edição: OpenAI (Frontier), Reuters (Frontier), HBR (intensificação), WEF (wages/job quality), Indeed/Business Insider (skills), EU AI Act (timeline oficial)

Janeiro foi “IA como produtividade”. Fevereiro virou o mês do agente como sistema. A mudança não é estética: é infraestrutura. Quando uma empresa começa a gerir agentes como “força operacional”, o jogo muda — e o mercado de trabalho sente.

O sinal de Fevereiro: “agent ops” virou produto

A OpenAI anunciou o Frontier, uma plataforma para empresas construírem, implantarem e gerenciarem agentes com contexto, permissões e governança — e não apenas “usar IA” pontualmente. Isso é o que transforma IA em camada operacional real.

Leia: anúncio oficial e cobertura Reuters.

O efeito colateral: AI não reduz trabalho — ela intensifica
A produtividade sobe, e a expectativa sobe junto

Um ponto duro apareceu com força nas discussões recentes: em vez de “sobrar tempo”, muitas equipes estão vivendo o contrário — mais output no mesmo dia. A Harvard Business Review descreve essa dinâmica como intensificação do trabalho: a IA acelera, e o padrão de performance se recalibra para cima. HBR (Fev/2026).

“O risco não é a IA ‘tomar empregos’ amanhã — é a IA transformar o dia inteiro em uma esteira de demanda.”

Isso muda o que a Tullu vende na prática: não é “IA”. É governança do agente: regras, limites, tom de voz, base de conhecimento e um playbook de uso. Sem isso, a empresa vira refém do “output infinito”.

O mercado não está sumindo — está trocando de pele
O foco migra de cargo para habilidade

Dados e entrevistas recentes com o ecossistema do Indeed apontam que a IA tende mais a reconfigurar tarefas e skills do que “apagar” ocupações inteiras de uma vez. (E o recorte de adoção ainda é desigual, concentrado em empresas maiores e mais tecnológicas.) Indeed/Business Insider.

Seu lead não precisa “entender IA”. Ele precisa preencher um manual.

O formulário de DNA é o produto invisível: ele transforma intenção (quero vender/atender) em execução (o agente faz). Quem escreve um DNA fraco não “perde a IA” — perde o resultado.

Dinheiro: impacto em salários e qualidade do trabalho
Quem vira “híbrido” (humano + IA) tende a ser melhor precificado

O WEF publicou análises com gráficos sobre como skills de IA estão afetando salários, qualidade do trabalho e decisões de contratação. Aqui está a leitura: These 3 charts show how AI is affecting wages, job quality and hiring decisions.

Governança: o “sistema legal” começa a encostar
Não é medo — é checklist

Se agente vira operação, compliance vira inevitável. A União Europeia mantém uma timeline oficial de implementação do EU AI Act — útil para empresas que querem operar com agentes e dados com mais segurança (principalmente em contexto corporativo). EU AI Act: timeline oficial.

Resumo em 20 segundos
Fontes desta edição (Fev/2026)
Edições anteriores
A edição de Janeiro (base) fica guardada aqui, sem link externo.
TULLU JOURNAL • JANEIRO 2026 (ARQUIVO)

IA no mercado de trabalho:
o que realmente está acontecendo

Fontes: McKinsey, PwC, MIT, World Economic Forum

Durante anos, a inteligência artificial foi tratada como promessa futura. Em 2024 e 2025, ela virou infraestrutura produtiva. As principais pesquisas internacionais convergem em um ponto: IA não substitui trabalho — ela substitui desperdício.

Segundo a McKinsey & Company, empresas que adotaram IA generativa em processos operacionais já observam ganhos médios de 20% a 45% em produtividade em áreas como atendimento, marketing, operações e vendas.

O dado mais importante não é técnico — é estratégico

O tempo economizado está sendo reinvestido em crescimento, não em cortes.

Um estudo divulgado pelo MIT News mostrou que profissionais que utilizam IA no dia a dia entregam tarefas até ~40% mais rápido, com qualidade superior e menor fadiga cognitiva.

  • Atendimento 24/7 sem escalar equipe
  • Qualificação automática de leads
  • Follow-ups consistentes
  • Organização de dados e decisões

O World Economic Forum (Future of Jobs Report 2025) aponta que até 2027 funções puramente operacionais tendem a diminuir, enquanto funções híbridas (humano + IA) crescem rapidamente.

“A maior ameaça ao emprego não é a IA, mas empresas que se recusam a adotá-la.”
(Arquivo preservado para comparação: Janeiro = “produtividade”; Fevereiro = “governança + intensificação”.)